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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

RJ combate venda de 'espólio de guerra' por policiais a criminosos

 Foi deflagrada na madrugada desta terça-feira uma operação que pretende combater a venda de "espólio de guerra" por policiais para criminosos. A Operação Herdeiros tem como objetivo cumprir 19 mandados de prisão, entre eles 11 contra policiais militares e dois contra policiais civis, além do cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão.
Agentes da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança com o apoio da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-Ie) participam da ação que, após investigações, identificaram dois grupos formados por policiais civis e militares que teriam se associado para arrecadar material, chamado de espólio de guerra pela polícia, apreendido em operações clandestinas ou mesmo em operações regulares, realizadas em comunidades do Rio.
De acordo com a secretaria, esses policiais levantavam informações sobre a localização de traficantes, armas e drogas. Após a operação, os materiais então desviados eram vendidos a traficantes por meio de comparsas que realizavam uma espécie de ponte entre os policiais e os bandidos.
As investigações apontaram ainda que o destino dessas armas era a favela do Jacarezinho, em Benfica, zona norte do Rio. Na comunidade, as negociações entre os traficantes e os policiais criminosos eram feitas, principalmente, por um ex-militar do Exército identificado como Asdrubal Bacon Dias Marques Junior, o Juninho.
Durante as investigações da Subsecretaria de Inteligência, dez pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, munição e tráfico de drogas. Entre os presos está também o ex-chefe de segurança da Câmara de Vereadores de Niterói. Com ele foi encontrado uma carteira falsa da Polícia Civil. O segurança já foi exonerado do cargo.   

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